Vozes das Pedras

2025
Installation and durational spatial sound diffusion

A resonant experience with megaliths, voices and poliphonic chanting

Commission by EXTREMO, a festival that combines music, art and landscape. In Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura .
Presentation: 26.07.2025, from dawn to dusk, Monte da Falperra, Braga-GuimarĂŁes
Curatorship and Production: Capivara Azul – Associação Cultural

 

 

Ao longo de um trilho, que tem como ponto de partida o amanhecer no alto do monte da Falperra, propus criar uma experiência num lugar de grandes penedos, com uma instalação específica à vida do monte, a partir de uma recolha feita ao longo de um ano com a herança natural, geológica e humana do território. Vozes das Pedras é uma criação que experimenta relações vivas entre as paisagens sonoras que habitam o território do Monte da Falperra e as suas múltiplas vozes que ecoam no tempo. Numa clareira de sobreiros, experimenta-se com o potencial da acústica do lugar, rodeado de grandes penedos de granito que ressoam as memórias vivas de um lugar antigo de peregrinação, das águas, e da vida que aí habita. Nesta instalação abre-se um lugar de reunião para uma experiência de conexão profunda e participativa, de relação vibratória entre o mundo real e o mundo imaginal, numa dança de som, luz, sombras, reflexos, água, ecos.

Agradecimentos: toda a equipa do Extremo e Capivara Azul, em particular ao Samuel Silva pelo convite, entusiasmo e acompanhamento, Rancho Folclórico de S. João Baptista da Nogueira, d. Conceição, Diogo Peixoto, Braga25.

 

 

Press: playback.pt/reportagens/extremo-2025

No dia 26 de julho, nasceu o Extremo. Integrado no programa Braga Capital Portuguesa da Cultura e organizado pela associação cultural Capivara Azul, o festival começou de forma inesperada – às seis da manhã, com um concerto a coincidir com o nascer do sol – e num local inesperado. (…) De seguida, preparamo-nos para uma caminhada pela floresta até ao recinto principal do festival. (…)

Pelo percurso houve duas paragens para residências artísticas, sendo a que mais me fascinou foi a instalação da Cláudia Martinho. Numa clareira, viam-se objetos dispostos de forma quase ritual, um espelho no chão com água, sons de natureza, música tradicional e vozes a ecoar. Num grupo de pelo menos vinte pessoas, ficámos imóveis, num instante que pareceu durar uma eternidade e um segundo ao mesmo tempo. O que mais me marcou foi a sensação de experiência coletiva: todos atentos, sem distrações, só a ouvir e a absorver o espaço. Algo que noto muitas vezes é a incapacidade das pessoas em simplesmente estar paradas, sem recorrer a estímulos tecnológicos. Aqui, não havia isso. O som atravessava-nos como um fantasma partilhado, e eu sentia-me seguro no meio de estranhos.

 

 
 
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